A revenda vai se recuperar?

15 de Julho de 2020

É uma pergunta que recebemos frequentemente dos nossos parceiros. Normalmente, respondemos com algumas análises das tendências do mercado e do volume de vendas do cliente. Passamos informações do tipo: "Essa semana vendeu 15% a mais que a semana passada, isso é um bom sinal" ou "Estamos há 3 semanas estagnados em 70% do nível de venda pré-crise, mal sinal".

A realidade é que ninguém sabe ainda o real impacto da crise, e as ferramentas de inteligência artificial não conseguem prever o futuro. O produto da Aprix para a revenda de combustíveis mede muito bem a elasticidade dos consumidores ao preço e modeliza as dinâmicas de consumo nos micromercados dos postos de combustíveis (entenda nosso processo de precificação). Por isso, o sistema é assertivo nas sugestões dos preços, que maximizam os ganhos em diversos cenários. Entretanto, foge do escopo prever quando (e se) teremos uma recuperação total perante a crise, porque variáveis que ainda não existem podem impactar essa equação.

A economia vai se recuperar?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares, ou melhor, de um trilhão de dólares! Investidores do mundo todo estão apostando no que vai acontecer em seguida. Se teremos uma recuperação relativamente rápida, como aconteceu em 2008, ou se essa crise vai desencadear um grande período de recessão, como aconteceu em 1929 e na grande depressão que perdurou durante a década de 30.

Até o presente instante, o mercado financeiro parece estar acreditando em uma recuperação em "V" ou em "U", ou seja, que é uma questão de meses para retomarmos o nível de crescimento econômico anterior. Por isso, vemos o índice Bovespa a 100 mil pontos (julho de 2020) em um dos momentos mais agudos da crise. Porém, observando as grandes mudanças na economia real, ainda não está descartada uma recuperação em "L", que é o pior cenário. Tudo depende do avanço da pandemia, do desenvolvimento de uma vacina eficiente e do real impacto desse período de distanciamento social na economia.

Mesmo nas previsões mais otimistas, entretanto, setores inteiros poderão ser transformados. A ascenção dos serviços de delivery e o encolhimento do setor de turismo podem ser apenas a ponta do iceberg. Qual o percentual dos trabalhadores de São Paulo continuarão fazendo home office para sempre? Quantos vão se mudar para o interior e trabalhar de lá mesmo? Isso vai afetar o trânsito na capital? E o mercado imobiliário? E a venda de combustíveis?

Placa Closed

Por enquanto, temos mais perguntas do que respostas. Sistemas econômicos são tão complexos que às vezes uma pequena mudança em uma ponta impacta tudo e nos leva a novos equilíbrios antes impensados. O importante por agora é se atentar às possibilidades e às tendências. Nos períodos de crise, os negócios têm o dever de melhorar para sobreviver, e a ciência e a tecnologia são as principais ferramentas para chegar ao outro lado. Sempre aliadas à responsabilidade e à ética, pois, sem isso, de nada servem.


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