Ao longo de agosto, preço da gasolina comum registrou um aumento de 11.5 centavos

02 de Setembro de 2021

Além disso, a performance no volume de vendas registrado em São Paulo sugere que o estado finalmente apresenta sinais de recuperação da crise de 2020

Diariamente a Aprix acompanha o mercado de combustíveis nacional por meio do monitoramento de volumes e preços de todas as regiões brasileiras. Este trabalho nos permite não somente acumular um volume de dados cada vez maior sobre o setor, mas também reunir informações relevantes e atualizadas. A partir deste material, a Aprix desenvolve relatórios de inteligência sobre o mercado.

Neste documento, está incluído o Índice Brasil Volume de Combustíveis Aprix (IBVCA), por meio do qual é possível analisar o comportamento dos volumes vendidos no país. O grande diferencial deste material em relação aos dados oficiais disponibilizados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está em sua periodicidade semanal. Assim, ao ser publicado toda terça-feira, o relatório fornecido pela Aprix oferece informações atualizadas sobre o setor. Tal diferencial permite uma antecipação de até três meses das oscilações do volume de vendas no país, o que confere eficiência às cadeias produtivas. Além disso, também é disponibilizada a dinâmica de preços monitorados diariamente pela Aprix com uma amostra de mais de 13.900 postos em todo território nacional.

Com base nestes relatórios, o Aprix Journal realizou uma síntese de como o mercado de combustíveis nacional se comportou durante o mês de agosto. Confira:

Volume

Ao se comparar com o período pré-crise, isto é, entre 09 a 15 de março de 2020, o volume de vendas do agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV permaneceu estável ao longo do mês. No dia 02 de agosto, a variação registrada foi de -6%, e no dia 29 de agosto, esta diferença passou para -8%.

Considerando o volume por combustível e comparando com o volume registrado no período pré-crise, o diesel continua sendo o combustível com o melhor nível de recuperação.  A variação no volume de venda entre o período de referência e a primeira semana de agosto foi de 14%; na segunda semana passou para 9%, porém a partir da terceira semana a variação voltou a aumentar até encerrar o mês com 14%. Semelhante dinâmica foi observada com o etanol, que iniciou o mês em -36%, teve a maior variação na segunda semana com -33% e encerrou agosto em -37%. Enquanto isso, a gasolina obteve uma melhora em seu desempenho em comparação com julho, principalmente durante a primeira quinzena de agosto. Durante a primeira semana foi registrada uma variação de 9%, a qual teve seu maior valor na semana seguinte ao alcançar a taxa de 12%. Porém, na segunda quinzena de agosto, este percentual voltou a cair, encerrando o mês em 4%.

Visualizando o volume por distribuidora, o melhor nível de recuperação foi observado no volume de vendas da Raízen, em especial quanto aodiesel. Na primeira semana de agosto, a distribuidora registrou uma variação de 28% em relação ao volume de vendas de diesel apresentado no período pré-crise. Na semana seguinte, este percentual se reduziu a 18%, alcançando seu menor nível ao longo do mês. Porém, a Raízen retomou o percentual de variação registrado no início de agosto, ao encerrar o mês em 27%. Já em relação ao combinado de etanol e gasolina, a distribuidora dividiu lugar com a BR Distribuidora em termos de melhor desempenho, ao longo do mês, porém encerrou com 5 pontos percentuais acima da ex-estatal.  Analisando a variação no volume de vendas entre o período pré-pandemia e o mês de agosto, a Raízen foi a única distribuidora a apresentar uma variação positiva em relação ao combinado de todos os combustíveis.

Por fim, considerando a relação de volume total por estado, apesar de ter encerrado o mês com uma variação de -3% no volume de vendas, Goiás segue apresentando o melhor nível de recuperação em relação aos outros estados analisados. Cabe ressaltar que a variação no volume de vendas em São Paulo repetiu seu bom desempenho de julho durante agosto, ao iniciar e encerrar o mês em -11%. Tal performance sugere que o estado finalmente tem se recuperado após apresentar o pior índice de recuperação entre as regiões analisadas durante meses. 

 

Dinâmica de preços

Seguindo a tendência de acréscimo no preço da gasolina que vem sendo registrada especialmente desde maio, em agosto o combustível registrou um aumento de 11.5 centavos ao longo do mês. Por outro lado, o diesel permanece estável, registrando um aumento de 0.7 centavos em seu valor. 

Ao analisar a dinâmica de preços por distribuidora, observa-se que o valor da gasolina comum sofreu aumento em todas as bandeiras, com menor impacto nas bandeiras brancas, que iniciou o mês em R$5,811 e encerrou em R$5,976. A BR Distribuidora apresentou o maior preço registrado no início de agosto, com um valor de R$5,919, enquanto que na refinaria a gasolina comum custava R$2,692. Tal diferença configurou uma margem retida de R$3,226. A BR também foi a distribuidora que apresentou o maior preço no final do mês, ao avaliar o valor da gasolina comum em R$6,095. O valor acompanhou o aumento no preço cobrado na refinaria, que passou para R$2,786. Sendo assim, a margem retina na cadeia passou para R$3,309. 

Já em relação ao diesel, os preços permaneceram estáveis. Enquanto na refinaria o valor cobrado foi de R$2,802, nas distribuidoras o preço médio foi de R$4,655. O valor mais alto foi cobrado na BR Distribuidora, no dia 25 de agosto, quando o preço estava a R$4,715. Enquanto isso, o valor mais baixo foi cobrado pelas bandeiras brancas no dia 1º de agosto, registrando o valor de R$4,561. 

O relatório também apresenta análises adicionais, como variação de volume de vendas e dinâmica de preços por região, preço médio cobrado por distribuidora, diferença entre preço na bomba e na refinaria, entre outros estudos. 

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