Ao longo de outubro, gasolina encareceu R$0.18 e diesel R$0.14

27 de Outubro de 2021

Diariamente a Aprix acompanha o mercado de combustíveis nacional por meio do monitoramento de volumes e preços de todas as regiões brasileiras. Este trabalho nos permite não somente acumular um volume de dados cada vez maior sobre o setor, mas também reunir informações relevantes e atualizadas. A partir deste material, a Aprix desenvolve relatórios de inteligência sobre o mercado.

Neste documento, está incluído o Índice Brasil Volume de Combustíveis Aprix (IBVCA), por meio do qual é possível analisar o comportamento dos volumes vendidos no país. O grande diferencial deste material em relação aos dados oficiais disponibilizados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está em sua periodicidade semanal. Assim, ao ser publicado toda terça-feira, o relatório fornecido pela Aprix oferece informações atualizadas sobre o setor. Tal diferencial permite uma antecipação de até três meses das oscilações do volume de vendas no país, o que confere eficiência às cadeias produtivas. Além disso, também é disponibilizada a dinâmica de preços monitorados diariamente pela Aprix com uma amostra de mais de 13.900 postos em todo território nacional.

Com base nestes relatórios, o Aprix Journal tem realizado sínteses de como o mercado de combustíveis nacional se comportou ao longo do mês em comparação ao período pré-crise, isto é, entre 09 a 15 de março de 2020. A partir deste paralelo, torna-se possível verificar o nível de recuperação do mercado. 

Desde agosto, no entanto, os relatórios de inteligência desenvolvidos pela Aprix agregaram uma nova perspectiva de análise, em que apresentam, em valores percentuais, a variação do volume em relação à média de 2020. Da mesma forma, então, o Aprix Journal passa a utilizar este novo parâmetro de comparação às suas sínteses mensais.

Confira o desempenho do mercado durante o mês de outubro em comparação com a performance média de 2020! 

 

Volume

Se em setembro foi registrado o maior volume de vendas de 2021, com uma variação de  14% no consumo do agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV, em outubro foi o segundo mês de maior volume de vendas deste conjunto de combustíveis ao longo do ano. Nos dias 08 e 09, foi comercializado um volume 13% maior que a média registrada em 2020. No entanto, os dias subsequentes foram marcados por uma constante redução nesta variação até atingir a taxa de 0% no dia 16. Porém, a variação no volume de vendas voltou a subir ao longo da segunda quinzena até encerrar o mês em 9%.

Da mesma forma, o volume de vendas da gasolina comum teve sua maior variação, comparando-se com a média de 2020, nos dia 09. Durante essa data, o combustível registrou uma variação de 33%. Considerando também a gasolina aditivada, este percentual sobe para 39%. Assim como o agregado, o volume de vendas da gasolina comum teve sua menor variação no dia 16, com um 20%. Se for considerada a aditivada, esta taxa cai para 9%. Ou seja, em uma semana a variação no volume de vendas do agregado de gasolina comum e aditivada sofreu uma queda de 30%. 

Já em relação ao diesel, observa-se que o combustível iniciou o mês com uma alta variação, ao registrar um volume de vendas 20% maior que a média comercializada em 2020. Este percentual foi se reduzindo e atingiu seu menor valor entre os dias 12 a 18 de outubro, quando houve em média uma variação de 2%. Porém, a partir desse período, as vendas deste combustível voltaram a crescer, mas se manteve em uma variação de 11% até o final do mês. 

Assim como nos últimos meses, quando se analisa o volume por distribuidora, o melhor desempenho registrado se deu à Raízen. A empresa manteve, em média, uma variação de 17% no volume de vendas. A segunda empresa de distribuição de combustíveis que apresentou uma das melhores performances foi a BR Distribuidora, que obteve, em média, uma variação  de 7%. Por sua vez, a Ipiranga registrou, em média, uma variação de -3%; e os outros distribuidores, de 2%. 

 

Dinâmica de preços

Seguindo a tendência de aumento de preços que tem sido observada nos últimos meses, outubro foi marcado por mais reajustes no valor dos combustíveis. Se em setembro, o salto de 13.5 centavos no valor do diesel já parecia muito, outubro mostrou que ainda era possível aumentar mais o preço do combustível. De acordo com o relatório de inteligência da Aprix, nos últimos 28 dias foram adicionados mais 13.8 centavos ao valor do diesel. Com a gasolina não foi diferente. Desde maio de 2020 tem se registrado um aumento constante em seu preço e apenas em outubro foram somados 18.8 centavos a mais no valor do combustível. 

Tais aumentos não ocorreram à toa. No dia 28 de setembro,  a Petrobras reajustou o preço do diesel, que passou de R$2,802 para ser comercializado na refinaria por R$3,055. Apenas dois dias depois, o combustível sofreu um novo reajuste, passando a custar R$3,062. No dia 09 de outubro, a gasolina também teve seu preço reajustado pela refinaria, que passou de R$2,786 para R$2,983. 

Analisando a dinâmica de preços por distribuidora, verifica-se que a Raízen foi a empresa que registrou a maior variação no valor da gasolina comum. Entre o primeiro e o último dia do mês, a distribuidora registrou um aumento de R$0,28, passando de R$6,16 para R$6,43.  No entanto, com relação ao diesel, a Raízen foi a distribuidora a registrar o menor aumento de preço ao longo do mês. Neste caso, a maior variação no preço do diesel se deveu à BR Distribuidora, que registrou um aumento de R$0,12, passando de R$4,99 para R$5,11. 

 

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