Após reajuste feito pela Petrobras, preço do diesel registrou um aumento de 12 centavos

07 de Outubro de 2021

Além disso, devido à paralisação dos caminhoneiros, o mês de setembro registrou a maior variação do ano no volume de vendas da gasolina e do diesel

Diariamente a Aprix acompanha o mercado de combustíveis nacional por meio do monitoramento de volumes e preços de todas as regiões brasileiras. Este trabalho nos permite não somente acumular um volume de dados cada vez maior sobre o setor, mas também reunir informações relevantes e atualizadas. A partir deste material, a Aprix desenvolve relatórios de inteligência sobre o mercado.

Neste documento, está incluído o Índice Brasil Volume de Combustíveis Aprix (IBVCA), por meio do qual é possível analisar o comportamento dos volumes vendidos no país. O grande diferencial deste material em relação aos dados oficiais disponibilizados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está em sua periodicidade semanal. Assim, ao ser publicado toda terça-feira, o relatório fornecido pela Aprix oferece informações atualizadas sobre o setor. Tal diferencial permite uma antecipação de até três meses das oscilações do volume de vendas no país, o que confere eficiência às cadeias produtivas. Além disso, também é disponibilizada a dinâmica de preços monitorados diariamente pela Aprix com uma amostra de mais de 13.900 postos em todo território nacional.

Com base nestes relatórios, o Aprix Journal tem realizado sínteses de como o mercado de combustíveis nacional se comportou ao longo do mês em comparação ao período pré-crise, isto é, entre 09 a 15 de março de 2020. A partir deste paralelo, torna-se possível verificar o nível de recuperação do mercado. Desde agosto, no entanto, os relatórios de inteligência desenvolvidos pela Aprix agregaram uma nova perspectiva de análise, em que apresentam, em valores percentuais, a variação do volume em relação à média de 2020. Da mesma forma, então, o Aprix Journal passa a utilizar este novo parâmetro de comparação às suas sínteses mensais. Confira, então, o desempenho do mercado durante o mês de setembro em comparação com a performance média de 2020! 

 

Volume

Em razão à paralisação dos caminhoneiros, realizada entre os dias 07 a 12 de setembro, o volume de vendas na primeira quinzena do mês acabou sendo impactado. Nos dois dias anteriores ao início da greve, foi registrado o maior volume de vendas de 2021, com uma variação de  14% no consumo do agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV. Nos dias subsequentes a variação reduziu até atingir a taxa -2%, no dia 16. Tal redução possivelmente se deve ao bloqueio das vias e, consequentemente, da falta de acesso dos postos aos combustíveis. Porém, ao longo da segunda metade de setembro, a variação aumentou novamente, fechando o mês em 9%. 

Naturalmente, o mesmo forte aumento do volume de vendas seguido de uma queda foi observado em todos os combustíveis, com exceção ao etanol. Sendo assim, setembro marcou a maior variação da gasolina até então. No dia 9, o combustível obteve uma variação de 41% em seu volume de vendas. Este percentual se reduziu a 10%, no dia 16, e aumentou progressivamente durante a segunda metade de setembro até encerrar o mês em 24%. Semelhante movimento aconteceu também com o diesel. No dia 05, o combustível atingiu sua maior variação do ano, com 23%. Assim como a gasolina, foi observada uma queda na variação, chegando a 5%, no dia 05, mas retomando os níveis anteriores até fechar setembro com 21%. Por outro lado, o etanol atingiu sua variação mais baixa do ano no dia 16, com -28%. Porém, houve um aumento ao longo da segunda metade do mês, o que fez o biocombustível fechar setembro em -23%. 

Visualizando o volume por distribuidora, o melhor desempenho registrado se deu à Raízen. Como consequência também da paralisação dos caminhoneiros, a distribuidora registrou sua máxima variação do ano em termos de volume de venda nos dias 05 e 06, com 26%. Tal percentual se deveu, principalmente, tanto ao diesel quanto ao agregado de etanol e gasolina. O primeiro atingiu uma variação de 35% no dia 05. O mesmo percentual foi atingido pelo segundo, no dia 09. 

Por fim, considerando a relação de volume total por estado, é possível dizer que São Paulo foi o mais afetado pela paralisação. No dia 05, o estado registrou uma variação de 6% em seu volume de vendas. Já no dia 16, esta porcentagem se reduziu a -6%. Por outro lado, Goiás foi o estado que menos sentiu o impacto da greve. No dia 05, o estado registrou uma variação de 7%, e no dia 15, de 10%. Porém, analisando o panorama geral, todos os estados analisados pelo relatório de inteligência Aprix — Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte — mantiveram um relativo nível de estabilidade ao longo do mês. 

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Dinâmica de preços

Ao contrário do observado no mês de agosto, em setembro o dieselapresentou um salto de 13.5 centavos em seu valor. O acréscimo se deu, principalmente, pelo reajuste realizado em seu preço pela Petrobras. Até o dia 28 de setembro, o combustível custava 2,802 na refinaria, depois da data, este valor passou a ser 3,055. Já a gasolina seguiu a tendência de aumento em seu preço observada desde maio. Ao longo do mês, o preço do combustível sofreu um acréscimo de 4.4 centavos. 

Movimento diferente em relação à agosto também se deu na dinâmica de preços por distribuidora. Enquanto mês passado as distribuidoras bandeiras brancas registraram um menor aumento no preço da gasolina comum, este mês foram as mais impactadas. Ao longo do mês, o combustível vendido por elas sofreu um aumento de 0.111 centavos, passando de R$5,989 (01/09) para R$6,101 (30/09). No entanto, os maiores preços seguem sendo cobrados pela BR Distribuidora. A companhia iniciou o mês com a gasolina comum custando R$6,103 e uma margem retida de R$3,317. Ao final de setembro, o combustível vendido pela companhia passou a custar R$6,211 e a margem retida na cadeia foi de R$3,425. Já em relação ao diesel, os preços aumentaram em todas as principais distribuidoras — BR, Ipiranga e Raízen —, bem como nas bandeiras brancas. Tal acréscimo se deu de forma mais significativa principalmente após o reajuste do preço do diesel na refinaria. Do dia 28, quando o preço custava R$2,802, ao dia 30, quando passou a custar R$3,055, o combustível sofreu um aumento de R$0.152 centavos na Raízen, de R$0.143 centavos na Ipiranga, de R$0.139 centavos na BR e de R$0.130 centavos nas bandeiras brancas. 



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