As maiores tendências em precificação de 2021

20 de Outubro de 2021

O mês de outubro nem sequer terminou e os centros comerciais de todo o Brasil já começaram a vender decorações natalinas. Então, por que não olhar para trás e identificar as estratégias de preço que marcaram o mercado ao longo de 2021? 

Sem dúvida, este foi um ano atípico. Não tão fora do normal como foi o ano de 2020, porém ainda com muitas características inusuais. Começamos a segunda década do século com a pandemia de Covid-19 e suas políticas de restrições e protocolos de segurança ainda em vigor. Esse contexto nos exigiu um grau de adaptabilidade que até então desconhecíamos, tanto em nível individual como coletivo. Com o mercado não foi diferente e as tendências em precificação comprovam que foi preciso pensar fora da caixa na hora de definir as estratégias de preço. 

 

Ampliação dos modelos de assinatura

Se antes os serviços de assinatura já estavam em alta, com a pandemia esse tipo de estratégia se potencializou ainda mais. Com as pessoas passando mais tempo dentro de casa, tendo que lidar com o trabalho, a família e ainda controlar os níveis de ansiedade e estresse decorrentes do contexto de pandemia, os pacotes de assinatura passaram a ser aderidos pelos mais diversos nichos. 

Para quem não gosta de cozinhar ou simplesmente não tem tempo, existem diversos serviços de assinatura que enviam aos assinantes pratos preparados e na periodicidade que este desejar. Por outro lado, quem gosta de cozinhar, existem serviços de assinatura que envia mensalmente ao assinante uma receita e todos os ingredientes necessários para prepará-la. Ou seja, as opções se tornaram ainda mais amplas. 

Até mesmo os serviços de transmissão de filmes e séries online que inspiraram esse movimento, como Netflix, HBO Max, Amazon Prime e Disney+, puderam tirar proveito ainda mais do serviço de assinatura. Com o fechamento dos cinemas, devido às restrições de contato social necessárias para a redução do contágio, as grandes indústrias do entretenimento precisaram reagir. 

A solução encontrada foi utilizar as plataformas de streaming como canal para realizar lançamentos de filmes que antes teriam se estreado nos cinemas. Porém, as estreias foram oferecidas como um produto à parte da assinatura, ou seja, o assinante pode alugar para assistir assim como teria pago pelo ingresso no cinema. Os lançamentos de filmes como “Coringa”, “Mulher Maravilha 1984”, “Mulan”, “Dune” comprovaram o sucesso da nova estratégia de assinatura. 

 

Anexação de assinaturas à venda de equipamentos

Outra estratégia de precificação que se destacou ao longo do ano de 2021 foi a vinculação de serviços de assinatura à venda de equipamentos. A inspiração veio de um modelo que já está na indústria de tecnologia há pelo menos uma década: o Hardware como Serviço (em inglês, Hardware as a Service). 

Executado principalmente no âmbito B2B, esse tipo de serviço se baseia em uma assinatura de pacotes de equipamentos. Ou seja, por um valor pago mensalmente, uma empresa tem direito a um pacote que pode incluir equipamentos, instalação, configuração, manutenção e suporte técnico. Agora outras indústrias, tanto B2B quanto B2C, estão adaptando o modelo aos seus produtos como uma forma de garantir receita recorrente. 

A indústria fitness representa um exemplo de mercado que viu o contexto de pandemia como uma oportunidade para aplicação dessa estratégia de precificação. Assim como aconteceu com os cinemas, as academias e clubes esportivos tiveram suas atividades suspendidas por vários momentos ao longo desse período. 

A solução foi logo desenvolvida por marcas da indústria fitness que passaram a oferecer assinaturas digitais de exercícios on demand, em que os usuários pagam uma mensalidade e têm à disposição uma série de treinos. A Apple não perdeu tempo e desenvolveu o Apple Fitness +, aplicativo vinculado a basicamente todos os seus produtos.   Conhecida por suas bicicletas ergométricas e esteiras, a Peloton também desenvolveu seu próprio aplicativo de streaming de exercícios. Basicamente, a marca oferece um plano que inclui apenas os treinos online e outro que associa a assinatura à compra de um produto. 

Outro exemplo pode ser visto na indústria automobilística. Em março deste ano, os brasileiros passaram a ter acesso à assinatura de carros da Tesla. Basicamente, o assinante paga uma mensalidade e a empresa de Elon Musk fica responsável por cuidar de burocracias como documentação, seguro, manutenção e, até mesmo, gestão de multas de trânsito. A única preocupação do cliente, além do pagamento da assinatura, é o custo da energia elétrica para recarregar o automóvel. 

 



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