Breve dicionário do futuro

10 de Novembro de 2021
Illustração: Glenn Thomas

Blockchain, NFT, Bitcoin, Web 3.0… Tudo indica que, dentro de pouco tempo, estas serão as principais palavras não somente do vocabulário digital, mas do nosso dia a dia. Porém, você sabe o que significa cada uma delas?

A criação de um fundo de US$50 milhões destinado exclusivamente ao desenvolvimento de estudos sobre o metaverso, anunciada pelo Facebook, juntamente com a troca do nome comercial da empresa para Meta indicam que estamos diante de uma revolução em nossa forma de utilizar o espaço virtual. Tal mudança está relacionada à terceira onda da Internet, que vem se aproximando cada vez mais e descentralizando o ambiente digital. 

A criação e uso de criptomoedas já havia pré-anunciado esta nova dinâmica há uma década, ao permitir que transações financeiras sejam feitas sem a intermediação de instituições ou governos. Porém, como indica o recente posicionamento de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a descentralização se expandirá para além do setor econômico. 

Na crista desta terceira onda, uma série de tecnologias vem se abeirando à nossa realidade e agregando novas terminologias não somente ao nosso vocabulário digital, mas também ao nosso dia a dia. Entre estas estão “Blockchain”, “NFTs”, “Bitcoin”... Buscando simplificar a compreensão de cada uma, o Aprix Journal desenvolveu um breve dicionário do futuro. Confira! 

 

Web 3.0

Criado pelo jornalista John Markoff, em um artigo publicado no The New York Times, o termo faz referência à terceira geração da World Wide Web. Ao longo da história, a rede mundial de computadores apresentou duas gerações: a Web 1.0 e a Web 2.0. 

Na primeira, o nível de interatividade dos internautas com a rede era praticamente nulo, uma vez que os conteúdos disponibilizados eram produzidos majoritariamente por grandes empresas de tecnologia, como Yahoo, Hotmail, DMOZ, Altavista, entre outros. Através destes portais, o usuário tinha a possibilidade de navegar e localizar conteúdos de interesse. Nesse sentido, a Web 1.0 tornou possível a democratização do acesso à informação. 

Na segunda, o nível de interatividade entre os usuários e a rede se expandiu. Se antes a criação de conteúdos estava centralizada nas mãos de grandes empresas e instituições, agora esta função também pertence aos internautas. Através das redes sociais, blogs, fóruns, os usuários podem compartilhar textos, vídeos, fotografias e uma diversidade de conteúdos multimídia e se comunicar entre si. Dessa forma, além da democratização do acesso à informação, a Web 2.0 torna possível a democratização da criação de informação. 

Nessa linha evolutiva, se prevê que na terceira geração não somente a criação dos conteúdos será descentralizada, mas também a sua forma de publicação. Ou seja, se hoje os usuários necessitam de plataformas como o YouTube, o Twitter, o Facebook, o Instagram para publicar suas produções multimídias e se comunicar entre si, com a Web 3.0 esta dependência já não será uma realidade. Nesse sentido, a World Wide Web (rede mundial) passaria a ser World Wide Database (base de dados mundial). Assim, além de possibilitar a democratização do acesso e da criação de informações, a Web 3.0 tornará viável a democratização da difusão de informação. 

 

Bitcoin

A descentralização característica da Web 3.0 teve uma de suas primeiras aplicações no setor econômico. Em 2008, a criação dos Bitcoins permitiu que transações financeiras fossem realizadas sem a mediação de instituições financeiras ou governamentais. Justamente por não estar vinculado a nenhum banco ou governo, a criptomoeda não inflaciona como outras moedas tradicionais, uma vez que não é possível manipular seu valor pela emissão de dinheiro.  Além disso, o Bitcoin é rastreável, pois ao invés das transações serem registradas em um banco intermediador, elas são gravadas em um banco de dados inadulterável, chamado “Blockchain”. Por isso, uma vez que uma transação é registrada nesta base, não é possível cancelar ou reverter a transação. 

 

Blockchain

Como mencionado anteriormente, a Blockchain representa uma enorme base de dados que registra transações de modo permanente e à prova de qualquer adulteração. Uma vez que um registro é feito na Blockchain, ele permanece armazenado ali para sempre. Tais registros podem ser tanto transações individuais como blocos de transações. Cada bloco, além de armazenar suas próprias informações, guarda uma referência às transações de outros blocos, o que permite que sejam conectados entre si. Sendo assim, uma Blockchain nada mais é do que um livro-razão público e digital, onde registros são ligados uns aos outros de forma criptografada, formando uma corrente infinita de informações. 

 

NFTs

A Web 2.0 tornou viável a democratização do acesso à informação. Isso quer dizer que com uma conexão de Internet, qualquer pessoa tem alcance a qualquer ativo digital. Tal possibilidade fez com que o conceito de propriedade se perdesse dentro deste espaço virtual. O NFT, portanto, foi pensado para conferir um certificado a qualquer bem digital, através de um registro permanente na Blockchain. Dessa forma, além de assegurar a propriedade deste ativo, o NFT possibilita que este seja comercializável. Em março deste ano, o cofundador e CEO do Twitter, Jack Dorsey, vendeu o NFT do primeiro tweet da plataforma. O ativo foi comercializado por US$2,9 milhões, o que representa ao redor de R$15,8 milhões.

 


 

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