Como foi o ano de 2021 para o mercado de combustíveis?

20 de Janeiro de 2022

Apoiando-se nos relatórios de inteligência desenvolvidos pela Aprix, o Journal tem realizado breves sínteses a cada mês. Com o final de 2021, então, decidimos olhar para trás e analisar como o mercado de combustíveis se comportou ao longo do ano.

Diariamente a Aprix acompanha o mercado de combustíveis nacional por meio do monitoramento de volumes e preços de todas as regiões brasileiras. Este trabalho nos permite não somente acumular um volume de dados cada vez maior sobre o setor, mas também reunir informações relevantes e atualizadas. A partir deste material, a Aprix desenvolve relatórios de inteligência sobre o mercado.

Neste documento, está incluído o Índice Brasil Volume de Combustíveis Aprix (IBVCA), por meio do qual é possível analisar o comportamento dos volumes vendidos no país. O grande diferencial deste material em relação aos dados oficiais disponibilizados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está em sua periodicidade semanal. Assim, ao ser publicado toda terça-feira, o relatório fornecido pela Aprix oferece informações atualizadas sobre o setor. Tal diferencial permite uma antecipação de até três meses das oscilações do volume de vendas no país, o que confere eficiência às cadeias produtivas. Além disso, também é disponibilizada a dinâmica de preços monitorados diariamente pela Aprix com uma amostra de mais de 13.900 postos em todo território nacional.

Apoiando-se nos dados disponibilizados pelos relatórios de inteligência da Aprix, o Journal tem realizado breves sínteses a cada mês. Com o final de 2021, então, decidimos olhar para trás e analisar como o mercado de combustíveis se comportou ao longo do ano.

Inicialmente, o parâmetro de comparação utilizado nos relatórios para informar uma maior ou menor variação no volume de vendas era o período pré-crise, isto é, entre 09 a 15 de março de 2020. A partir deste paralelo, era possível verificar o nível de recuperação do mercado.

Os primeiros dias do ano foram marcados por volumes de vendas do agregado de combustíveis — gasolina, diesel, GNV e etanol — menores aos registrados antes da pandemia iniciar no Brasil. No dia 06 de janeiro, a variação havia fechado em -26%, por exemplo. Porém, a partir do dia 08 esta porcentagem começou a aumentar, até encerrar o mês em -8%. Entre os combustíveis do agregado, o diesel e a gasolina representaram os combustíveis com os melhores níveis de recuperação, sendo os únicos a fecharem o mês com uma variação positiva, enquanto o GNV e o etanol permaneceram com uma variação negativa.

Durante fevereiro, a variação no volume de vendas permaneceu ao redor de -8%. A única exceção ocorreu entre os dias 16 e 22, quando este percentual chegou a -11%. Porém, após esse período, a variação retornou à registrada no início do mês.

Em março, no entanto, este percentual voltou a cair, chegando a -21%, entre os dias 26 a 30 Analisando a variação do volume de vendas por tipo de combustível, novamente o diesel foi o único combustível a apresentar algum nível de recuperação, ao fechar em 1% em relação ao volume pré-crise. Já o etanol chegou a -32% de queda e a gasolina, -27%.

Nos primeiros dias de abril, a variação no volume de vendas permaneceu em queda, chegando a ser registrado uma taxa de -23% entre os dias 03 e 08. Porém, na segunda e na terceira semana do mês, observou-se uma breve recuperação, ao esta porcentagem subir para -9%. Porém, o mês acabou encerrando em -15%. O diesel permaneceu sendo o único combustível a apresentar um volume de vendas maior que o registrado antes do início da pandemia no Brasil.

Ao longo do mês de maio, o volume de vendas permaneceu com uma variação ao redor de -13%. O mês foi marcado pelo início da queda na variação do volume de vendas do etanol. O combustível diminuiu 10 pontos percentuais entre o início e o final de maio, passando de -21% a -35% de queda.

Assim como em maio, junho também registrou uma variação no volume de vendas por volta dos -13%. A primeira semana do mês iniciou com uma variação de -14%. Apesar de apresentar uma melhora na segunda semana, ao encerrar com -12%, a variação voltou a cair no restante do mês até fechar com -13%. Durante o mês, o volume de vendas do etanol permaneceu em patamares menores aos registrados no período pré-crise, porém, deixou de recuar, permanecendo entre -31% e -34% de variação.

Em julho, o volume de vendas do agregado permaneceu estável ao longo do mês, porém já era possível notar um panorama melhor que o apresentado no início do ano. No dia 08 de julho, a variação registrada foi de -9% e, apesar de apresentar uma redução entre a segunda e terceira semana, o mesmo percentual foi registrado nos últimos dois dias do mês. O diesel continuou sendo o combustível com o melhor nível de recuperação, no entanto, a gasolina comum apresentou os primeiros sinais de retomada aos patamares registrados no período pré-crise.

Ao longo de agosto, a variação do volume de vendas do agregado permaneceu por volta dos -8%. Foi possível observar uma estabilização nesta taxa, o que representou o início de uma recuperação na venda de combustíveis..

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A partir de agosto, os relatórios de inteligência desenvolvidos pela Aprix agregaram uma nova perspectiva de análise, em que apresentam, em valores percentuais, a variação do volume em relação à média de 2020. Ou seja, já não mais em relação ao período pré-crise. Da mesma forma, então, o Aprix Journal passou a utilizar este novo parâmetro de comparação às suas sínteses mensais.

Em razão à paralisação dos caminhoneiros, realizada entre os dias 07 a 12 de setembro, o volume de vendas na primeira quinzena do mês acabou sendo impactado. Nos dois dias anteriores ao início da greve, foi registrado o maior volume de vendas de 2021, com uma variação de  14% no consumo do agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV. Nos dias subsequentes a variação reduziu até atingir a taxa -2%, no dia 16. Tal redução possivelmente se deve ao bloqueio das vias e, consequentemente, da falta de acesso dos postos aos combustíveis. Porém, ao longo da segunda metade de setembro, a variação aumentou novamente, fechando o mês em 9%. Naturalmente, o mesmo forte aumento do volume de vendas seguido de uma queda foi observado em todos os combustíveis, com exceção ao etanol.

Se em setembro foi registrado o maior volume de vendas de 2021, com uma variação de  14% no consumo do agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV,  outubro foi o segundo mês de maior volume de vendas deste conjunto de combustíveis ao longo do ano. Nos dias 08 e 09, foi comercializado um volume 13% maior que a média registrada em 2020.

Diferente de setembro e outubro, quando foram registrados os maiores volumes de vendas do agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV de 2021, o mês de novembro manteve uma variação no consumo dos combustíveis bastante baixa. O primeiro dia do mês iniciou com uma variação de 5% em comparação com o desempenho médio de 2020. Porém, o volume de vendas registrado em novembro chegou a uma variação de -1%.

O último mês de 2021 foi encerrado com as maiores variações no volume de vendas do agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV registradas ao longo do ano. Até então, setembro havia sido o mês com a maior porcentagem de vendas, ao apresentar uma variação de 14% em relação à média registrada em 2020. No entanto, no terceiro dia de dezembro esta taxa já havia sido superada com o registro de uma variação de 16%. Nos dias subsequentes, este percentual foi aumentando até chegar em 21%, no dia 23 de dezembro. No entanto, este cenário não se manteve até janeiro, visto que, no dia 31, o volume de vendas foi 3% menor que o volume vendido em média em 2020.

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