Gasolina e do diesel têm queda no preço após meses consecutivos de aumentos

09 de Dezembro de 2021

Diariamente a Aprix acompanha o mercado de combustíveis nacional por meio do monitoramento de volumes e preços de todas as regiões brasileiras. Este trabalho nos permite não somente acumular um volume de dados cada vez maior sobre o setor, mas também reunir informações relevantes e atualizadas. A partir deste material, a Aprix desenvolve relatórios de inteligência sobre o mercado.

Neste documento, está incluído o Índice Brasil Volume de Combustíveis Aprix (IBVCA), por meio do qual é possível analisar o comportamento dos volumes vendidos no país. O grande diferencial deste material em relação aos dados oficiais disponibilizados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está em sua periodicidade semanal. Assim, ao ser publicado toda terça-feira, o relatório fornecido pela Aprix oferece informações atualizadas sobre o setor. Tal diferencial permite uma antecipação de até três meses das oscilações do volume de vendas no país, o que confere eficiência às cadeias produtivas. Além disso, também é disponibilizada a dinâmica de preços monitorados diariamente pela Aprix com uma amostra de mais de 13.900 postos em todo território nacional.

Com base nestes relatórios, o Aprix Journal tem realizado sínteses de como o mercado de combustíveis nacional se comportou ao longo do mês em comparação ao período pré-crise, isto é, entre 09 a 15 de março de 2020. A partir deste paralelo, torna-se possível verificar o nível de recuperação do mercado.

Desde agosto, no entanto, os relatórios de inteligência desenvolvidos pela Aprix agregaram uma nova perspectiva de análise, em que apresentam, em valores percentuais, a variação do volume em relação à média de 2020. Da mesma forma, então, o Aprix Journal passa a utilizar este novo parâmetro de comparação às suas sínteses mensais.

Confira o desempenho do mercado durante o mês de novembro em comparação com a performance média de 2020!

 

Volume

Diferente de setembro e outubro, quando foram registrados os maiores volumes de vendas do agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV de 2021, o mês de novembro manteve uma variação no consumo dos combustíveis bastante baixa. O primeiro dia do mês iniciou com uma variação de 5%[1]  em comparação com a performance média de 2020, porém entre os dias 05 e 06 esta porcentagem caiu para -1%. Ao longo da semana seguinte a variação no volume de vendas do agregado foi aumentando até chegar na maior taxa do mês, de 9%, nos dias 12 e 13. Novamente, entre os dias 20 e 21 a variação chegou a -1%, voltando a subir até encerrar o mês em 8%.

Apesar da variação no volume de vendas do agregado registrada em novembro não ter sido a maior de 2021, este não foi o caso da gasolina comum.  No dia 13, o combustível atingiu um volume de vendas 34% maior que a média de 2020. O diesel, no entanto, não apresentou o mesmo comportamento. Em outubro, o combustível havia atingido sua maior variação do ano ao chegar em 20%, enquanto que, em novembro, a maior taxa foi de 13%. 

Assim como nos últimos meses, quando se analisa o volume por distribuidora, o melhor desempenho registrado se deu à Raízen. A empresa alcançou um volume de vendas 18%[2]  maior, entre os dias 12 a 14 de novembro, do que a média da própria distribuidora em 2020. A segunda empresa de distribuição de combustíveis que apresentou uma das melhores performances ao longo do mês foi a BR Distribuidora, que obteve um volume de vendas de 12% entre os dias 13 e 14.

 

Dinâmica de preços

Após meses de aumentos consecutivos no valor dos combustíveis, a última semana de novembro foi marcada por reduções tanto no preço da gasolina comum quanto do diesel. Em média, a gasolina comum passou a custar 1.4 centavos a menos e o diesel, 0.4 centavos. Analisando o panorama geral do mês, entre aumentos e reduções, o preço da gasolina comum aumentou em 6.2 centavos e o diesel, 5.4 centavos.

Analisando a dinâmica de preços por distribuidora, verifica-se que a Ipiranga foi a empresa que apresentou valores mais elevados para a gasolina comum, ao cobrar em média R$6,847. Por outro lado, a distribuidora que apresentou preços mais baixos foi a Raízen, ao cobrar em média R$6,832. Esta posição se manteve com relação ao diesel também. Enquanto a Ipiranga comercializou o combustível em média R$5,477, a Raízen cobrou R$5,431.

Uma observação importante é que para ambos os combustíveis a BR Distribuidora foi a empresa que apresentou os preços mais caros no último dia do mês, comercializando a gasolina por R$6,958 — R$0,039 mais caro que a Ipiranga e R$0,047 que a Raízen — e o diesel por R$5,520 —  R$0,027 mais caro que a Ipiranga e R$0,045 que a Raízen.

 

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