Inflação dos combustíveis em junho foi atenuada por corte do ICMS

12 de Julho de 2022

Com as desonerações nos combustíveis aprovadas no mês passado, preço da gasolina teve queda expressiva pela primeira vez no ano 

Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

No mês de junho, a desoneração dos combustíveis aprovada pelo governo federal entrou em vigor e será válida até 31 de dezembro deste ano. A decisão foi motivada pelos aumentos constantes no preço dos combustíveis, que afetam diretamente a inflação, e vinham sendo pressionados pela elevação da arbitragem. O corte do ICMS dos estados, determinado pela lei nº 194/22 (teto do ICMS); e o corte temporário dos tributos federais para a gasolina e etanol.

No curto prazo, ainda durante o mês passado, as medidas resultaram na redução do preço da gasolina e na contenção do aumento do preço do diesel, conforme demonstraram os relatórios de inteligência da Aprix. No caso do diesel, os impostos federais já estavam suspensos (por isso, o impacto nos preços foi maior na gasolina); e a alíquota do ICMS praticada pelos estados já era, em média, mais baixa que o teto.

Desde a semana entre 19 e 25 de junho, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a lei nº 194/22 (teto do ICMS), a queda do preço da gasolina já atingiu 90 centavos. O governo promete uma redução de R$ 1,55.

Confira o desempenho do mercado de combustíveis no mês de junho!

 

Volume de vendas

No agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV, o volume de combustíveis comercializado em junho representou variação positiva ao longo do mês todo, com média de 6%. A variação de venda de combustíveis partiu desse patamar, no início do mês, e subiu até 9%, em 15/06. Depois, caiu a 1%, em 22/06, e terminou o mês de junho em 5%. 

Olhando individualmente para as três maiores distribuidoras, a BR Distribuidora destacou-se com a maior variação positiva: uma média de 9%. Já a Ipiranga foi a única que apresentou desempenho médio negativo, de -2%.

O período de referência para o monitoramento feito pela Aprix é uma média diária da variação no volume de combustíveis comercializados no país no ano de 2020, para efeito de comparação.

 

Dinâmica de preços

Em junho, o preço médio da gasolina comum foi de R$ 7,33, uma baixa de três centavos com relação à média do mês anterior. Em 30 de junho, o combustível atingiu o menor valor no mês (R$ 7,00), aproximando-se do patamar anterior à guerra na Ucrânia. Já o diesel ficou com um preço médio de R$ 7,250, com aumento de 4,6% sobre o preço médio registrado em maio. Ao longo do mês, o preço se manteve estável até 17/06, quando houve aumento de R$ 0,70 no valor do combustível na refinaria. Esses valores de variação são relativos à quantidade de vendas diária de combustíveis, com uma média móvel de sete dias

Entre as três maiores distribuidoras, a Raízen praticou o menor valor para a gasolina comum em junho (R$ 7,33), enquanto a BR Distribuidora registrou o maior valor (7,40). O padrão se repetiu analisando a dinâmica de preços por distribuidora com relação ao diesel. A Raízen cobrou um preço médio de R$ 7,25 para o litro do diesel, já a BR Distribuidora cobrou, em média, R$ 7,30.

 

 A imagem mostra, sobre um fundo branco, um texto escrito em letras azul-marinho, que diz:

 

Entenda a base de dados das análises da Aprix

Diariamente a Aprix acompanha o mercado de combustíveis nacional por meio do monitoramento de volumes e preços de todas as regiões brasileiras. Este trabalho nos permite não somente acumular um volume de dados cada vez maior sobre o setor, mas também reunir informações relevantes e atualizadas. A partir deste material, a Aprix desenvolve relatórios de inteligência sobre o mercado.

Nestes documentos, está incluído o Índice Brasil Volume de Combustíveis Aprix (IBVCA), por meio do qual é possível analisar o comportamento dos volumes vendidos no país. O grande diferencial deste material em relação aos dados oficiais disponibilizados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está em sua periodicidade semanal. Assim, ao ser publicado toda terça-feira, o relatório fornecido pela Aprix oferece informações atualizadas sobre o setor.

Tal diferencial permite uma antecipação de até três meses das oscilações do volume de vendas no país, o que confere eficiência às cadeias produtivas. Além disso, também é disponibilizada a dinâmica de preços monitorados diariamente pela Aprix com uma amostra de mais de 15.000 postos em todo território nacional.
Com base nestes relatórios, o Aprix Journal tem realizado sínteses de como o mercado de combustíveis nacional se comportou ao longo do mês em comparação ao período pré-crise, isto é, entre 09 a 15 de março de 2020. Os relatórios de inteligência da Aprix também apresentam, em valores percentuais, a variação do volume em relação à média de 2020, dado que também consta nesta matéria.

O relatório também apresenta análises adicionais, como variação de volume de vendas e dinâmica de preços por região, preço médio cobrado por distribuidora, diferença entre preço na bomba e na refinaria, entre outros estudos.

Para obter estas e outras informações, inscreva-se aqui e receba por e-mail, de forma gratuita durante um mês, amostras dos relatórios consolidados com dados e análises inéditas feitas especialmente para pessoas físicas.

 

 

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