Primeiro trimestre no setor de combustíveis foi marcado pela instabilidade

06 de Abril de 2022

Apesar do estresse gerado pela guerra, o mercado de combustíveis vendeu um volume maior do que no mesmo período do ano passado. (Jonathan Petersson/Unsplash)

Diariamente a Aprix acompanha o mercado de combustíveis nacional por meio do monitoramento de volumes e preços de todas as regiões brasileiras. Este trabalho nos permite não somente acumular um volume de dados cada vez maior sobre o setor, mas também reunir informações relevantes e atualizadas. A partir deste material, a Aprix desenvolve relatórios de inteligência sobre o mercado.

Neste documento, está incluído o Índice Brasil Volume de Combustíveis Aprix (IBVCA), por meio do qual é possível analisar o comportamento dos volumes vendidos no país. O grande diferencial deste material em relação aos dados oficiais disponibilizados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está em sua periodicidade semanal. Assim, ao ser publicado toda terça-feira, o relatório fornecido pela Aprix oferece informações atualizadas sobre o setor.

Tal diferencial permite uma antecipação de até três meses das oscilações do volume de vendas no país, o que confere eficiência às cadeias produtivas. Além disso, também é disponibilizada a dinâmica de preços monitorados diariamente pela Aprix com uma amostra de mais de 15.000 postos em todo território nacional.

Com base nestes relatórios, o Aprix Journal tem realizado sínteses de como o mercado de combustíveis nacional se comportou ao longo do mês em comparação ao período pré-crise, isto é, entre 09 a 15 de março de 2020. Os relatórios de inteligência da Aprix também apresentam, em valores percentuais, a variação do volume em relação à média de 2020, dado que também está disponível nesta matéria.

Confira o desempenho do mercado durante o primeiro trimestre deste ano!

 Painel de Arbitragem Aprix Pricing: PPI Brent WTI ESALQ e outras informações do setor de combustíveis, atualizadas em tempo real em um painel intuitivo e gratuito

Volume

A guerra entre Rússia e Ucrânia, que teve início em 23 de fevereiro, provocou o aumento no preço dos combustíveis, foi o evento de maior impacto no mercado do petróleo.

No agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV, os dois primeiros meses vinham registrando aumentos recorrentes com relação ao volume médio de combustíveis vendidos em 2021. Após a invasão da Ucrânia, em 23 de fevereiro, houve um pico de 12% de aumento, seguido de uma queda para 1% a mais que o ano passado. Em 10 de março, dia em que a Petrobras anunciou o ajuste do preço dos combustíveis o valor escalou para 19% (maior variação de volume registrada este ano).

Antes do aumento, a arbitragem mostrava que a gasolina brasileira estava defasada em mais de R$ 1,50 e o diesel, em R$ 2,00, com relação ao mercado externo. Apesar da instabilidade do mercado nesse período, o volume de combustíveis vendidos foi 4% maior com relação ao mesmo período do ano passado.

O gráfico mostra a variação de volume de combustíveis vendidos no trimestre, explicada no parágrafo anterior

(Fonte: Aprix Intelligence)

No desempenho de vendas da gasolina comum, o anúncio do aumento de preços elevou a quantidade de combustíveis vendidos a 44% a mais que o ano anterior. As vendas do Diesel aumentaram em 13% no mesmo dia. Na média dos três meses, a gasolina teve um volume comercializado 17% maior que nos mesmos meses em 2021, e o diesel, em 2%. Etanol e GNV foram os mais prejudicados, com queda de -25% cada.

Ao analisar o volume por distribuidora, no agregado, a Raízen apresentou o melhor desempenho. Ao longo dos três meses, a distribuidora teve um volume médio de vendas 9% melhor que no mesmo período do ano passado. A Ipiranga, por sua vez, registrou a pior performance, com uma queda de -5% com relação ao igual período do ano anterior.

 

Dinâmica de preços

No primeiro trimestre, os combustíveis sofreram um aumento puxado pela tensão internacional da guerra na Ucrânia, que fez o preço do barril de petróleo Brent superar os US$ 130, em 08 de março — maior valor em 14 anos. Em março, a gasolina comum fechou com um preço médio de R$ 7,19 , frente aos R$ 6,70 registrados em fevereiro e R$ 6,74 em janeiro. O preço médio da gasolina no trimestre foi de R $6,85.

Entre as maiores distribuidoras so país, o maior preço médio da gasolina comum no trimestre foi registrado por postos bandeirados pela BR (R$ 6,91), e o menor foi verificado em postos da Raízen (R$ 6,85). O maior preço médio mensal do trimestre foi o vendido aos postos pela BR em março, totalizando R$ 7,17; enquanto o menor foi o aplicado pela Ipiranga no mês anterior, por R$ 6,69 o litro.

Analisando a dinâmica de preços por distribuidora com relação ao diesel no trimestre, o maior preço médio foi registrado pela BR, que cobrou R$ 6,93 por litro, enquanto a Raízen praticou o menor preço médio do ano, com o valor de R$5,88. No mês de janeiro, postos da Raízen emplacaram o menor preço médio do ano até agora, por R$ 5,57. Já os postos da BR, em março, cobraram o maior preço médio do ano: R$ 6,41 por litro.

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