Venda de combustíveis disparou em dezembro, atingindo o maior volume de 2021

06 de Janeiro de 2022

Diariamente a Aprix acompanha o mercado de combustíveis nacional por meio do monitoramento de volumes e preços de todas as regiões brasileiras. Este trabalho nos permite não somente acumular um volume de dados cada vez maior sobre o setor, mas também reunir informações relevantes e atualizadas. A partir deste material, a Aprix desenvolve relatórios de inteligência sobre o mercado.

Neste documento, está incluído o Índice Brasil Volume de Combustíveis Aprix (IBVCA), por meio do qual é possível analisar o comportamento dos volumes vendidos no país. O grande diferencial deste material em relação aos dados oficiais disponibilizados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está em sua periodicidade semanal. Assim, ao ser publicado toda terça-feira, o relatório fornecido pela Aprix oferece informações atualizadas sobre o setor. Tal diferencial permite uma antecipação de até três meses das oscilações do volume de vendas no país, o que confere eficiência às cadeias produtivas. Além disso, também é disponibilizada a dinâmica de preços monitorados diariamente pela Aprix com uma amostra de mais de 13.900 postos em todo território nacional.

Com base nestes relatórios, o Aprix Journal tem realizado sínteses de como o mercado de combustíveis nacional se comportou ao longo do mês em comparação ao período pré-crise, isto é, entre 09 a 15 de março de 2020. A partir deste paralelo, torna-se possível verificar o nível de recuperação do mercado.

Desde agosto, no entanto, os relatórios de inteligência desenvolvidos pela Aprix agregaram uma nova perspectiva de análise, em que apresentam, em valores percentuais, a variação do volume em relação à média de 2020. Da mesma forma, então, o Aprix Journal passa a utilizar este novo parâmetro de comparação às suas sínteses mensais. 

Confira o desempenho do mercado durante o mês de dezembro em comparação com a performance média de 2020!

 

Volume

O último mês de 2021 foi encerrado com as maiores variações no volume de vendas do agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV registradas ao longo do ano. Até então, setembro havia sido o mês com a maior porcentagem de vendas, ao apresentar uma variação de 14% em relação à média registrada em 2020. No entanto, no terceiro dia de dezembro esta taxa já havia sido superada com o registro de uma variação de 16%. Nos dias subsequentes, este percentual foi aumentando até chegar em 21%, no dia 23 de dezembro. No entanto, este cenário não se manteve até janeiro, visto que, no dia 31, o volume de vendas foi 3% menor que o volume vendido em média em 2020. 

Analisando o desempenho de vendas da gasolina comum, observa-se o mesmo comportamento que o agregado. No dia 23 de dezembro, o combustível apresentou um volume de vendas 45% maior que a média registrada em 2020. Semelhante movimento não foi observado no caso do diesel, que apresentou uma variação em seu volume de vendas mais baixa desde abril de 2021. No dia 23 de dezembro, o combustível registrou uma variação de 8%. Tal taxa foi se reduzindo até encerrar o mês em -13%. 

Assim como nos últimos meses, quando se analisa o volume por distribuidora, o melhor desempenho registrado se deu à Raízen. A empresa alcançou um volume de vendas 25% maior, no dia 23 de dezembro, do que a média da própria distribuidora em 2020. Em novembro, a maior variação alcançada pela distribuidora foi de 18%. A BR Distribuidora também foi responsável pela alta variação no volume de vendas de combustíveis ao longo de dezembro. No dia 23, a empresa registrou uma variação de 16%. Em novembro, a taxa registrada havia sido de 12%. 

 

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Dinâmica de preços

Assim como em novembro, o último mês de 2021 também foi marcado por reduções no preço da gasolina comum e no diesel. Em média, a gasolina comum passou a custar 5.3 centavos a menos e o diesel, 0.9 centavos. A diminuição no preço da gasolina comum se deve, entre outros fatores, à redução do valor cobrado pela refinaria. No dia 15 de dezembro, o combustível deixou de custar R$3,192 e passou a valer R$3,096. 

Analisando a dinâmica de preços por distribuidora, verifica-se que a Ipiranga foi a empresa que apresentou em média valores mais elevados para a gasolina comum. Em média, o combustível vendido pela Ipiranga custou R$6,846, enquanto que pela BR Distribuidora foi R$6,884 e pela Raízen, R$6,832. O valor máximo cobrado pela gasolina comum ao longo do mês foi de R$6,940 pela BR Distribuidora, no dia 05 de dezembro. Já o valor mínimo foi de R$6,782 pela Raízen, no dia 23 de dezembro. Com relação ao diesel, a distribuidora que apresentou em média valores mais elevados foi a BR. Em média, o diesel comercializado pela BR Distribuidora custou R$ 5,503, enquanto que pela Ipiranga foi R$5,48 e pela Raízen, R$5,455. O valor máximo cobrado pelo diesel ao longo de dezembro foi de R$5,521 pela BR Distribuidora, no dia 03 de dezembro. Já o valor mínimo foi de R$5,431 pela Raízen, no dia 21 de dezembro. 

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