Volume de diesel vendido caiu 6% após reajuste em maio

06 de Junho de 2022

Foto: Devin Spell/Unsplash 

Apesar do reajuste de 8,86% para o diesel, arbitragem dos combustíveis derivados de petróleo acumula alta desde abril

Os preços crescentes no valor repassado ao consumidor levaram o governo federal a trocar a presidência da Petrobras. A mudança aconteceu na sequência da substituição do Ministro de Minas e Energia. No entanto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), as alterações não devem influenciar o preço dos combustíveis nos próximos meses.

A pressão sobre o mercado de combustíveis brasileiro aumenta desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro deste ano. A arbitragem calculada pela Aprix indica que há tendência de alta no preço do diesel desde 13 de abril e, da gasolina, desde 26 de abril.

Na refinaria, o diesel está há 30 dias sem reajuste e a gasolina, há 89. Na última sexta-feira, dia 03, a defasagem média calculada pelos importadores era de 10% para o diesel e 14% para a gasolina. “Os cenários das defasagens tanto para gasolina como para o óleo afastaram-se da paridade, o que inviabiliza as operações de importação”, diz a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

 

Dinâmica de preços

Após dois meses sem reajustes, o litro do diesel teve alta de 8,86% na refinaria e passou a custar R$ 4,92 em 10 de maio. O maior valor registrado para o litro desse combustível durante o mês de maio, em média, foi de R$ 6,98, pela BR Distribuidora. Já o menor preço médio foi o praticado pela Ipiranga: R$ 6,94. O preço médio do combustível subiu R$ 0,23 na comparação com o mês anterior. Esses valores de variação são relativos à quantidade de vendas diária de combustíveis, com uma média móvel de sete dias.

Para a gasolina comum, o maior valor foi o praticado pela BR Distribuidora, que registrou média de R$ 7,42. A Raízen, por sua vez, praticou o menor preço médio do mês de maio, fechado em R$ 7,36. O último reajuste feito pela refinaria foi registrado em 11 de março, subindo de R$ 3,25 para R$ 3,86. Na prática, não houve aumento do preço na bomba com relação ao mês anterior.

 

Volume 

No agregado de gasolina, diesel, etanol e GNV, o volume de combustíveis vendido fechou maio num patamar 2% superior à média diária registrada em 2020. Mas, ao longo do mês, houve uma queda neste valor: o percentual, que abriu o mês em 5%, se manteve entre 5 e 6% até o dia 12 de maio, imediatamente após o reajuste do valor do diesel na refinaria, que ocorreu no dia 10. A partir de então, oscilou entre 0 e 2% na maior parte dos dias, próximo da média diária de 2020.

No mesmo período, olhando para os volumes comercializados por distribuidora, a BR Distribuidora teve o melhor desempenho em maio, com aumento de 10%. A Ipiranga, por outro lado, teve queda de -5%. Olhando individualmente para a gasolina comum, o desempenho de vendas teve crescimento de 17% no período, e o diesel cresceu 11%. Ainda assim, ambos os combustíveis mantiveram os percentuais do mês anterior.

Para obter estas e outras informações, inscreva-se aqui e receba por e-mail, de forma gratuita durante um mês, amostras dos relatórios consolidados com dados e análises inéditas feitas especialmente para pessoas físicas.

 

  A imagem mostra, sobre um fundo branco, um texto escrito em letras azul-marinho, que diz:

 

Entenda a base de dados das análises da Aprix

Diariamente a Aprix acompanha o mercado de combustíveis nacional por meio do monitoramento de volumes e preços de todas as regiões brasileiras. Este trabalho nos permite não somente acumular um volume de dados cada vez maior sobre o setor, mas também reunir informações relevantes e atualizadas. A partir deste material, a Aprix desenvolve relatórios de inteligência sobre o mercado.

Nestes documentos, está incluído o Índice Brasil Volume de Combustíveis Aprix (IBVCA), por meio do qual é possível analisar o comportamento dos volumes vendidos no país. O grande diferencial deste material em relação aos dados oficiais disponibilizados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está em sua periodicidade semanal. Assim, ao ser publicado toda terça-feira, o relatório fornecido pela Aprix oferece informações atualizadas sobre o setor.

Tal diferencial permite uma antecipação de até três meses das oscilações do volume de vendas no país, o que confere eficiência às cadeias produtivas. Além disso, também é disponibilizada a dinâmica de preços monitorados diariamente pela Aprix com uma amostra de mais de 15.000 postos em todo território nacional.

Com base nestes relatórios, o Aprix Journal tem realizado sínteses de como o mercado de combustíveis nacional se comportou ao longo do mês em comparação ao período pré-crise, isto é, entre 09 a 15 de março de 2020. Os relatórios de inteligência da Aprix também apresentam, em valores percentuais, a variação do volume em relação à média de 2020, dado que também consta nesta matéria.

 



Quer ficar por dentro das novidades do Aprix Journal? Assine nossa newsletter quinzenal e receba as últimas reportagens e notícias sobre precificação, tecnologia e combustíveis diretamente em seu e-mail.

 



Compartilhe este material